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sábado, 15 de junho de 2013

Laura Pausini - En los Jardines donde nadie va



Nos jardins onde ninguém vai

Olhe como esta pele esta enrugada
Em sua alma sente frio e vê
Nem as lágrimas que guarda nele
Hoje podem cair

Outro dia tem que passar
Alegria de outros que verá
E este tempo que não concilia
Joga contra você

Acabamos enfim de pé
Em uma janela para ver
Espectadores melancólicos
De felicidade improvável

Tantas viagens que quis fazer
E agora sabe que não pode ser
Uma dor que você conhece bem
Ela jamais te abandonará

Se refugia em sua solidão
Enquanto cresce sua fragilidade
Os milagres já não os esperará
Agora mais não

Com bonecos não brinca mais
E não toque essas pílulas
Essa freira é tão simpática
Com as almas tem prática

Te daria meu olhar
Para te fazer ver o que quisesse
A energia, a alegria
Para te presentear sorrisos

Diga que sim, sempre sim
E poderá voar com minhas asas
De onde você já sabe
Com seu coração e sem pena

Fazer o sol brilhar de novo
Para que o inverno se vá
Te curar as feridas e
Te dar dentes para comer

E logo te ver sorrir
Logo te ver correr de novo
Esqueça já
Há quem se esquecerá

De uma flor
Passar um sábado
Depois de silêncios
Depois de silêncios... silêncios

Nos jardins onde ninguém vai
Se respira a inutilidade
Há respeito e limpeza pura
É quase loucura

É tão belo te abraçar aqui
Te defender e lutar por você
E te vestir, e te pentear
E te sussurrar: não se arrenda

Nos jardins onde ninguém vai
Quanta vida, quanta solidão
Os ataques crescem a cada dia
Somos ninguém sem fantasia

Os apoia, você os abraça
Te suplico, não deixemos que caiam
Esbeltos, frágeis seu carinho
Nunca os negue

Estrelas que agora não se veem
Mas dão sentido a este céu
Os homens não podem brilhar
Se não brilham por si só

Mãos que agora temeram
Porque o vento sopra mais forte
Não os deixe agora não
Que não os surpreenda a morte

Somos egoístas quando em vez
De ajudar, nós negamos
Esqueça já
Há quem se esquecerá

De uma flor
Passar um sábado
Depois de silêncios
Depois de silêncios... silêncios

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